precisamente isto. a noite [quase quente, quase fria], toda a lonjura de Sintra a segredar horizontes, uma queijada roubada, a magia da noite. a beleza Enorme do Teatro, ali, pele com [a nossa] pele: aquele renascimento em que fomos conduzidos, devagar. o surgir das grutas depois da dor. o parto. parir quem realmente somos numa dança infindável [16 passos para a frente e virou, 16 passos para trás. de frente para o companheiro, 8 vezes cruza a perna esquerda, 8 vezes cruza a direita, troca de posição 3 vezes. raparigas avançam um lugar na roda. começa tudo de novo]. descobrirmo-nos, sei lá. que até o pão tem um sabor diferente quando partido pelas mãos de um desconhecido. no final, o [des]assombro.
a certeza que saímos de lá mais ricos, mais unos, mais mortos e renascidos.
pelo grupo de Teatro Tapafuros, na Quinta da Regaleira (Sintra): FOLIA (Tu És Isso!).

