Monthly Archives: September 2006

há dias assim.

dias em que se acorda com as orelhas em riste espetadas no tremendo azul do céu (mesmo que este esteja coberto de nuvens escuras e tristonhas – há dias em que o azul se basta, insiste e existe, sobrevive num pressentimento). dias em que as pestanas se espreguiçam longas em cada olhar e o castanho deixa de ser comum. dias em que o vento se desdobra no cabelo e tudo parece reassumir a origem dos sonhos.

[desde de que eu voltei de férias que elas se têm andando a portar estranhamente bem. cumprem horários, não me aparecem em más companhias, andam suaves ao tacto e obedientes no resto. eu conheço-as - tanta meiguice já me começa a intrigar – e ando a sentir uma comichão terrível atrás da orelha esquerda, o que normalmente é metáfora de pulga. hoje, antes de vir para casa, passei pela sala delas para me despedir, como aliás faço todos os dias. entrei de pantufas e não acendi a luz, para ver se as apanhava em flagrante conspiração revolucionária e matava de vez o mistério. nada: diligentes, estavam nos seus postos. sorriram quando me viram, após o que continuaram alegremente a reproduzir-se. disse-lhes meia-dúzia de palavras simpáticas, desejei boa noite, virei costas e encaminhei-me para a porta. e foi nisto que – juro - ouvi uma gargalhadazinha incontida atrás de mim: fina, divertida e estridente como cristal. é que são mesmo tramadas, as tipas! quem não as conhecer que as compre: ou bem que já a fizeram ou bem que estão p’rá fazer, mas coisa boa não é concerteza. ainda estive para me voltar e pôr ordem na tasca, mandar dois ou três de berros e impor respeito. mas acabei por sorrir, encolher os ombros e sair. quem diria. são bactérias crescidas e portam-se como crianças humanas: quanto mais pressentem o quanto eu gosto delas, mais abusam de mim.]

Nota final: duração do dia de hoje – 11h41min
amanhã o dia terá menos 6min20s.

Nota finalíssima: ah, ah, ando-me a portar bem ou quê? não é que hoje a besta poligonal tornou pública a sua última convocatória e eu (shhhh!) nem uma palavrinha sobre o assunto? há mesmo dias assim.

[há isso e o Martin, que me aturou a hora de almoço inteirinha a PCBC (Pregar Contra o Burro Cinzento).]

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chegou o Inverno. assim, sem avisar. tipo estalada na cara. tipo toma-lá-‘tás-contente-agora-‘tás-andavas-aí-a-gozar-com-o-pessoal-se-isto-é-o -setembro-nórdico-vou-ali-já-venho-pimba-‘tás-satisfeita-agora-tás. ontem, assim que pus o pé fora da porta, o meu nariz deu imediatamente sinal – 0ºC. retrocedi, pensei, respirei fundo, canalizei a circulação sanguínea para as zonas de pele exposta, avancei. saltei para a bicla [c’um estupor, é de mim ou no inverno passado 0ºC eram mais quentinhos?] e foi um vê se te avias: zum zum zum e tempo recorde de chegada ao laboratório. sentei-me na sala comum, numa sincera adoração a um pote radiosamente gigante de café com leite a escaldar a língua, e iniciei o processo de descongelamento da cauda do neuronito. mais tarde, já deitada na noite, dei por mim a pensar na minha pedalada matinal e na pressa surda de resguardar o meu nariz nos 23ºC do laboratório: 7 minutos da minha vida dos quais tudo o que me lembro é a ânsia de querer o que vinha a seguir. o tempo que a gente passa só a querer que o tempo passe. tudo fica terrivelmente mais assustador quando a consciência da singularidade do tempo nos atinge, nua e crua: este segundo que acabou de passar está feito – nasceu, viveu, morreu. não volta para nós. não volta para ninguém. o segundo que aí vem é diferente – não dá para remendar o anterior. o tempo é como as árvores: não cicatriza. tapa, devagar, as feridas. com tecido indiferenciado, que é como quem diz: com tempo de encher chouriços. mas as feridas ficam abertas debaixo daquele manto semi-(in)consciente. o tempo é como as árvores. já era tarde, mas lembro-me vagamente de ter pensado que hoje devia olhar para os lados durante o meu pedalanço a caminho do laboratório. e eu ia olhar, juro que ia. e nem sequer me posso queixar dos 10ºC que o meu nariz acusou ao sair de casa. mas, entre uma chuvada caprichosa e a organização mental do meu trabalho, esqueci-me. estou tão longe de ti, Sophia, tão longe.

Escuto mas não sei

se o que oiço é silêncio

ou Deus.


Escuto sem saber se estou ouvindo

o ressoar das planícies do vazio

ou a consciência atenta

que nos confins do universo

me decifra e fita.


Apenas sei que caminho como quem

é olhado, amado e conhecido

e por isso em cada gesto ponho

solenidade e risco.


Sophia de Mello Breyner Andresen


[eu vou tentar. amanhã.]


InconTinências ao DesBarato:

Anderson, O Puto: Quero ser campeão europeu no FCP.
[dá-lhes, miúdo! isto sim, isto é A-TI-TU-DE! ouviu, mister iskolári? há uma diferença entre o discurso de um Primeiro e o discurso de um Primeiro dos Últimos… veja se aprende umas coisinhas com a nossa criança.]

Kolo Touré, defesa do Arsenal: Nomes de jogadores do F.C. Porto? Não sei nenhum.
[é chato, realmente. que situação. mas deixa lá. ‘tás aqui ‘tás a aprendê-los. olha, só para tu veres como sou boa rapariga até te dou uma ajuda: os meus rapazes têm o nome escrito nas costas. assim, hoje à noite, numa das inúmeras situações em que eles passarem por ti a correr muito e te deixarem especado no meio do relvado tipo melão apodrecido, só tens que focar a traseira e ler. isto é: se souberes ler, claro. e se vires bem AO LONGE!]


Nota final: duração do dia de hoje – 11h54min
amanhã o dia terá menos 6min20s.

BioNovidade:

[aquele “Bio” impertinente antes de todas as palavrinhas faz-vos comichão no base do cerebelo, confessem lá! mais irritante que… isto, só a maneira… absolutamente absurda como o… Paulo Bento faz aquelas… pausas carregadas e completamente ino…pinadas a meio de todos os… seus discursos, mesmo quan…do está a protestar com a ar…bitra…gem! haja… paciência (porradas… dela)! adiante.]

temos, portanto, coisas novas. que é como quem diz: novo parto, novo recomeço. do blog, bem entendido. com epidural (na vossa rica espinal medula) – que é para a coisa não ser dolorosa. sigo o conselho do Miguel Torga,

Recomeça….
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…

e recomeço, pois então. sem deitar fora o que já foi feito – o pó dos caminhos percorridos que se traz agarrado na sola dos sapatos renasce a cada construir de novas estradas (a cada passo) – mas recomeço. muda precisamente a filosofia inicial deste blog: deixa de ser um bar de elite, passa a ser a casa da mão joana. ou por outra: deixo de manter o endereço exclusivamente para amigos e familiares, passo a circulá-lo entre um grupo de pessoas que, por acasos menores ou maiores, tropeçam em mim por essa rede (a)fora. seja: o mundo inteiro que venha descobrir que só aos 22 anos eu percebi que o danadinho do rolo de papel higiénico não tem vida própria e não se troca sozinho quando acaba. o mundo inteiro que se venha rir da minha inconfundível e misteriosa paixão por abóboras. o mundo inteiro que me venha ver a chafurdar na minha loucura. e a reconhecer-me na minha lucidez. seja. o mundo inteiro que me venha ouvir a murmurar, entre o revoltada e o feliz, entre duas lágrimas de sais distintos, se eu pudesse

não querer

descobrir…

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[mãe, pai: se carregarem no botão cor-de-rosinha que está aí nessa barrinha mesmo em cima desta mensagem, vão ouvir uma música muito bonita.]

Nota final: duração do dia de hoje – 12h13min
amanhã o dia terá menos 6min20s.

6h00. Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Entro na manga. Lugar 20F. Os bonequinhos verdes explicam pela enésima vez as normas de segurança que, em caso de acidente, não servem para absolutamente nada. O bonequinho verde grande passa a mão pela cabeça do bonequinho verde pequeno e quase que se adivinha um sorriso fraterno nas suas caras verdes, lisas e inexpressivas. Levantamos voo. Espreito uma última vez a minha cidade pelo ovinho de vidro que é a janela do avião. Raio de cidade, tão entranhadamente minha. Só luzes e nevoeiro, nesta madrugada de Setembro.

7h35. Aeroporto da Portela. Aguardo junto à porta de embarque a chamada dos passageiros para Estocolmo. Este aeroporto é feio. Sujo, impessoal, confuso. É um aeroporto de capital. De repente apercebo-me que aeroporto nenhum é tão lindo como o da minha cidade – o meu. Os reflexos longos no chão espelhado, a estrutura em ferro a contrastar com a leveza do vidro. Sorrio: o meu aeroporto é translúcido. Passo distraidamente os olhos pelo livro que tenho no colo, mas não me apetece ler. Uma televisão mostra um qualquer programa de informação da manhã (tvi, julgo). Vejo as mesmas notícias circularem várias vezes: as escolas primárias que vão fechar, o Ronny o marcar 30 vezes o mesmo golo com a mesma mão de 10 ângulos diferentes e com diferentes velocidades, o Orelhas com o seu inevitável ar de virgem ofendida a regatear uma recandidatura à presidência do benfas, o sobe-e-desce do psi20 (qualquer dia ainda hei-de descobrir que coisa é essa do psi20, santa ignorância, catarina!). Um puto sueco brinca à minha frente e, de quando em vez, sorri para mim. Não deve ter mais de um ano, tem aquele andar de pato que andou nos copos. Tem os olhos muito escuros, mas eu sei que é sueco porque já deu uma meia-dúzia de vezes com a fronha no chão e ainda não apareceu ninguém para o levantar. Ele levanta-se sozinho e sorri-se para mim, o provocador. 8h43. A hora de embarque era às 8h35, mas as duas meninas que estão no balcão de embarque não parecem com vontade de chamar ninguém. Os suecos agitam-se, nervosos. Disfarçadamente, como quem não quer a coisa, começam a formar uma fila junto à porta, a ver se pega. Não pega, claro. Ainda terão que esperar 10 minutos de pé. 9h10. Estamos dentro do avião. Por fora, parece novo – tem o novo símbolo da TAP pintado na cauda. Mas por dentro vejo que é dos antigos. Não tem videozinho de segurança nem a bonecada verde do costume. Em vez disso são os hospedeiros, com um sorriso programado, a explicarem como se insufla os coletes salva-vidas e como se põe a máscara de oxigénio. Gosto mais dos bonecos verdes. Encosto a cabeça ao vidro e o sono passa por mim.

14:25. Aeroporto de Arlanda. A minha bagagem veio molhada, creio que deve estar a chover lá fora. Faltam 7 horas para o meu voo de ligação. Percorro devagar os corredores envidraçados que me separam do terminal 4. Está, efectivamente, a chover. Passo pelo Nils Holgersson, que continua montado no ganso, sobre o mapa da Escandinávia, na mesmíssima posição em que o conheci quando passei por aqui pela primeira vez. Paro a olhá-lo: já é tradição. Faço o check-in automático nas máquinas da SAS. Procuro desesperadamente a fila 13 no avião: em todos os voos que fiz de e para a Suécia apanhei sempre um lugar 13, num dos 3 aviões do percurso. Até agora foi puro acaso, mas hoje apetece-me iludir o destino e forçar a minha sorte. Mas o destino não se ilude: os aviões da SAS não têm fila 13. Temos pena. 19A. Vou despachar a bagagem. A menina do balcão pede-me em sueco o bilhete e o passaporte. Eu aceno e estendo-os. Depois diz-me, em sueco, que ainda não há porta de embarque para o meu voo. Eu aceno novamente e sorrio. Depois continua a falar em sueco e eu acho que é uma boa altura para lhe pedir para mudar para o inglês: perceber duas frases suecas completas por dia é o record do meu neurónio, que é coxo, cego de um olho, e só ouve 30% do ouvido esquerdo – não se lhe pode pedir mais. Compro um kannel bular e um ice tea light, instalo-me num sofá, saco do pc, e começo a escrever: “6h00. Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Entro na manga. Lugar 20F. Os bonequinhos verdes…” . Dou-me conta que podia iniciar um ciclo infinito, neste jogo de palavras e tempos presentes que são passados. Mas não me apetece. À minha direita, aviões levantam sucessivamente. Os suecos falam baixinho, sorriem pouco mas bem. E no entanto. Esta sensação estranha que não estou a jogar fora de casa. Convenço-me que o problema não é meu: é de todo impossível não se gostar deste país. Nem sequer é paixão. É amor. Faltam 3 horas e meia para o meu embarque.

22:23. Estou na toca. A primeira coisa que faço é cheirar em volta. Cheira a mim. É a minha toca. Arrasto os 23,5 kg de vida que empacotei na mala até ao meio do quarto, largo-os, sento-me na cama, cansada, olho para a parede em frente. Nela, o lugar vazio onde ele devia estar pendurado sobressalta-me. Merda. Esqueci-me do cachecol do FCP.

(aeroporto Arlanda, 060823)

Nota final: duração do dia de hoje – 12h32min
amanhã o dia terá menos 6min20s. Posted by Picasa

Eu sei eu sei eu sei não me batam. Desapareci. Enterrei-me em trabalho até às orelhas (e, sabendo o comprimento das ditas, imaginem só as dores de cabeça) e fiz de conta que me esqueci do blog para não me pesar a consciência e os dedos. [aliás, correcção e devido perdão aos (des)fundamentalistas: blogue, como se diz em bom português moderno - aquele português que aparece naqueles dicionários onde aparecem aquelas palavras que aparecem nos morangos com sucre; nós falamos bem: abominamos os estrangeirismos, idolatramos as aberrações.] Mas escrevinhava eu: obscureci-me. Teve que ser: o trabalho apertou e eu encolhi-me. Tive que lhe dar espaço, pois então. E, tendo em conta que o meu salário sai direitinho dos impostos que todos vós escrupulosamente pagais, tenho a certeza que concordam comigo quando eu lhe dou (ao trabalho, portanto) prioridade sobre o resto da produção cerebral que se me surge pela esquerda (direcção quem sobe a espinal medula). Numa frase para a posteridade: é uma regra elementar de trânsito nos intrincados cruzamentos de quem conduz nas auto-estradas da investigação. [ou estradas secundárias. ou caminhos de bois. assim era mais verdadeiro, mas já não era para a posteridade. adiante.]

Mas se julgavam que a minha incontinência palavrosa havia secado, enganam-se. Os meus esfíncteres escriturários continuam igualmente descontrolados. Estou de volta, portanto. Ao blogue, ao Porto – até próxima terça-feira – e, a partir daí, à cidade dos bidoeiros. Estou de volta, sim. Descobri que partir é um grande seca. É um aBURRAcimento. De hoje em diante, só volto. Sigo um caminho de regressos. Regresso até ao fim, até ao que de genuíno existe no meu ser. Porque afinal, “ser português é ter um pedaço de terra para nascer e o mundo inteiro para morrer”. Vou morrer-me um pouco além-fronteiras. Volto à boleia com a rena Rudolfo.

Mas antes do meu próximo regresso, deixem-me limpar a minha última viagem. Muita gente gente me têm falado a respeito do caprino: pois então, tanto o insultaste, tanto o amarfanhaste, e o gajo sempre conseguiu o quarto lugar… e agora, para quando uma retractação pública? Caros amigos: NUNCA! [um dia destes pode quer que eu quebre. mas dobrar? ah, nada disso, dobrar não dobro.] O que fez o bovino para merecer o meu pedido de desculpas? Mais um “quase” para a nossa colecção poeirenta de vitórias morais? Agradeço mas recuso, muito agradecida. O meu lugar, o lugar dos meus, não é o primeiro dos últimos. O meu lugar, o lugar dos meus, é o melhor que se pode conseguir batalhando com o que já se tem. Quarto lugar? Podia ser o último. Se fosse suado. Assim, pouco esforçado? Assim, ainda a procissão ia no adro e “já estamos muito orgulhosos, chegar aqui já foi histórico”? Assim, “meio a zero já nos basta”? Basta mesmo? Não há “bastas”, será assim tão difícil de perceber? Usar as palavras “sonho” e “basta” na mesma frase é uma contradição de termos, será assim tão difícil de interiorizar? Tanto horizonte, tanta lonjura no olhar, tanta água e cloreto de sódio, e para quê?, para receber mais um “quase”. Quase fizemos o que podíamos fazer. Quase brilhamos, quase fomos grandes, quase fomos Nós. Mas só quase. Apenas quase. Quase deve ser a palavra mais triste do mundo. Quase fizemos o que podíamos fazer… “e a culpa nunca é nossa/ é do árbitro, é do campo, é de quem nos deu uma coça!”. Por isso, mantenho a minha posição, a saber: existe apenas uma diferença entre o burro cinzento que se faz passar por nosso seleccionador e um balde de merda – o balde. (Upas… esqueci-me da rodinha no canto. as almas sensíveis que me perdoem a brutalidade… é o Petit que há em mim a querer exibir-se.)

BioSugerência (o nome da rubrica é em tua honra, mulher da terra do demo!) da semana:

[… estar de férias é mesmo potente! uma pessoa até se dá ao luxo de fazer propostas culturais!]

Volver, o último de Pedro Almódovar.

[o Pedro, de resto, é como o futebol. gosta-se ou detesta-se, mas não se lhe passa ao lado sem voltar o focinho. em volver, o melhor e o pior das mulheres. e a terrível descoberta que esse melhor e esse pior caminham lado a lado, juntos, integrados, o mesmo caminho, as mesmas pegadas. em volver, o vento de leste. a loucura. a felicidade. a Penélope Cruz com barriguinha. em volver, o amor. o desejo. o termos nojo de nós. Mesmo Muito Nojo. em volver, o incrível poder de absorção do papel de cozinha. o melhor filme deste verão. um dos melhores do Pedro. e perfeito na minha política de regressos. volver.]

da próxima vez, escrever-vos-ei lá do meu pólo. até lá.

[eu tardo. eu sei.]