Todos os biólogos o sabem, todos os tarados o afirmam: o objectivo final de qualquer ser vivo é garantir a sua existência na posteridade. Óvulos e esperma & misturada de genes, a conversa do costume. Pois eu acho que as minhas Crónicas do Círculo Polar tinham algo de vivo. Ou por outra, tinham vida própria. (Que, diga-se, eu não escrevi nem metade das barbaridades que por lá apareciam de quando em vez: elas surgiam, vindas do nada, qual geração espontânea.) E, como bicho instintivo que adivinha o capítulo final, deixaram as suas sementes para as minhas posteriores ausências. E eu cansei-me de lutar contra as suas tentativas frustradas de germinação! Pois que assim seja: morrem as crónicas, nascem as bioincontinências. Assim como assim, sou uma fala barato incorrigível, preciso de um espaço para contar com todos os detalhes indecentes&avacalhados as minhas aventuras por estas terras nórdicas (os detalhes sórdidos tipo saunas-mistas-e-demais-taradices deixo para os e-mails privados – há que manter o mínimo de [baixo] nível!). Pois seja, amigos, companheiros e demais palhaços: estou de volta. Os leitores assíduos das Crónicas já sabem o que por aqui encontrarão. Para os que não chegaram a receber as Crónicas e para os que as enviavam direitinhos para o caixote do lixo, eu faço uma antevisão: futebol, festival da eurovisão, filosofia barata, abóboras aos molhos, devaneios paranormais e piadas de cariz sexual e humor muito duvidoso! Puritanos, abstenham-se. Mouros, abespinhem-se. Pai e Mãe, sentem-se. Estou a trabalhar mais do que o desaconselhado, estou exausta e o meu neurónio meio zarolho está constantemente em over-heating, restavam-me duas alternativas: ou partia a cabeça ou partia a louça. Para bem da minha sanidade mental (e para desgraça da vossa) optei pela segunda. Vamos a isto. E vai ser a doer. Impiedosamente e indecentemente. ‘Bora!
Ficar (Canção de embalar)
Ah, se eu pudesse não partir
eu ficava aqui contigo
se eu pudesse não querer descobrir
Ah, se eu pudesse não escolher
eu juro, era este o meu abrigo
se eu pudesse não saber que há mais
Mas como pode a lua não querer o céu?
Como pode o mar não querer o chão?
Como pode a vontade acalmar o desejo?
Como posso eu ficar?…
Como posso eu ficar?…
Letra&Música de Margarida Pinto, álbum Apontamento
[para os mais distraídos: a Margarida é a ex-vocalista dos Coldfinger, Apontamento é o seu primeiro álbum a solo e cantado inteiramente em português – com a particularidade de cantar alguns poemas de Fernando Pessoa e do seu heterónimo Alberto Caeiro. Oscilando entre uma sonoridade jazz e um pop terno, é um albúm que vale a pena… comprar!!!! Ir à mula é batota (ouviram, Paolo e Marta?), além de ser doentio (e pronto, lá começaram as piadas de cariz duvidoso…).]
Nota final: duração do dia de hoje – 19h32s
amanhã o dia será 5min27s mais longo.

6 Comments
Bem… não podia resistir… FIRST
É só para deixar um “a catarina é a maior” e um “vivam as abóboras” da praxe
Fica bem e por cá espero mais aventuras nórdicas (e claro, mais importante ainda, as prometidas fotos de suecas jeitosas ;D)
Very nice manita! Agradeço-te mas não precisavas de ter posto um link para o meu blog, eu para já não tenho ligado muito àquilo… pode ser que depois do exame lhe dê mais atenção!
Quem for lá espreitar ainda pensa que eu sou um maluco que só liga a futebol… o que bem vistas as coisas até nem está muito longe da realidade!
Só por causa disso vou lá fazer um post!
Um beijinho, mana!
já faziam falta os desvaneios da outra doutorada! os meus continuam, mas ninguém precisa de saber!
Pois, numa passagem muito rápida dá para ver que tu além de muito verbal tens tb viciosinho de olho. Não tenho tempo para mais… agora. Sabes a melhor? Estou mais rouco que o olavo bilac depois de beber bagaço num lago gelado da ursulandia!
Que bom que é ler tudo o que escreveste..vou ser um assíduo deste teu cantinho..
Olé, olá! Dá para ver que continuas em grande forma e congratulo-me com a opção da loiça partida.
E, olha, uma grande aventura vir aqui, andar pelas olharices e esta engenhoca não “crashar”. O compiutre (o mesmo de há 6 anos, que era só para processamento de texto) tem os 7 GB atoladinhos! Mas deve vir aí um novo e depois farei mais assíduas as visitas. Nos entrementes, devaneia muito, e tanti, tanti, tanti auguri.